domingo, 15 de junho de 2008

Murphy

Esse texto é uma homenagem a todos aqueles que estiveram presentes no aniversário da Tássya. Vocês, os homenageados, sabem o porque.


É engraçado como a famosa Lei de Murphy é visivelmente presente. Mas por que será? Por que as coisas parecem sempre dar errado?
Em primeiro lugar porque normalmente só reparamos nos erros. O ser humano só vê o movimento das coisas quando esse movimento o traz problemas. O ser humano evidencia os problemas; é o seu pessimismo que gera essa visão um tanto quanto deturpada.
Mas em alguns casos o problema é real. Em alguns casos a situação problemática parece não ter fim. Quantas vezes sofremos tentando achar uma saída. Um dos grandes problemas que nos afastam da real saída é onde procuramos e o que procuramos.
Para ilustrar essa situação segue uma história contada pelo pastor Wander no Congresso da Família 2008 da Primeira Igreja de Goiânia. Ela não está exatamente de acordo com o relato do pastor, eu não consegui lembrar com perfeição, mas é uma adaptação suficientemente próxima do real.

“Um jovem, a muito tempo solteiro, vai mais cedo pra igreja em uma manhã de domingo e se ajoelha junto ao púpito, pensando ser este o lugar de maior santidade do templo, e ora da Deus:
- SENHOR, eu quero muito achar uma moça com quem casar. Estou muito só e não agüento mais essa solidão. Faça uma intervenção na minha vida, por favor. Eu entenderei que a primeira moça a entrar na igreja será aquela que o SENHOR tem para mim. Ajude-me nisso, por favor!...
Em seguida as portas da igreja se abrem e por elas entra a menina mais feia da igreja. E vendo-a o jovem ora novamente:
SENHOR, eu estava falando sério quando disse que seria a primeira...”


Apesar do tom humorístico essa é uma verdade real. Quantas vezes não agimos assim? Não ignoramos o que Deus tem para nós pensando que, por não combinar com a nossa vontade, é ruim ou insuficiente. O problema é que pedimos que Deus faça Sua vontade e não a aceitamos.
Quando fazemos isso acabamos nos afastando da solução e dando um salto de cabeça na dificuldade. Ou então ocorre algo diferente; Deus nos permite ter o que nós tanto almejamos e isso nos subjuga.
Eu conheci um jovem que se sentia muito solitário, mas não achava alguém com quem namorar. Isso o angustiava terrivelmente. Após um tempo eu me encontrei com ele e ele confessou que o problema era com ele. Ele disse que perdeu excelentes oportunidades porque buscava alguém mais fútil do que as pessoas que Deus tinha para Ele. A sua falta de auto-confiança acabou por o afastar da saída do problema.
Podemos citar também um outro jovem que demorou muitos anos para achar paz na sua vida acadêmica e profissional porque se negava a fazer um curso que tivesse pouca probabilidade de lhe dar uma renda excepcionalmente elevada.
Quando seguimos esse caminho de tapar os próprios olhos estamos mostrando nossa indignação e, por que não também nossa gratidão com a providência divina. Devemos nos conformar com nossa pequenez e aceitar o que Deus tem para nós, em cada parte de nossa vida.

Assim que pararmos de reclamar e aceitarmos o que Deus tem para nós os véus do pessimismo começarão a cair. Esse é um processo que pode durar uma vida, mas é sempre gratificante.

Deus seja Louvado!

4 comentários:

Raul Vitor disse...

Meu comentário se resumirá em uma pergunta:

"Quem é que disse que o ser humano sabe o que é melhor pra ele mesmo?!"

Anônimo disse...

E ae Companheiro. Só sei te dizer que as ansiedades humanas nos impedem de receber o que Deus de melhor pra fazer em nós. Sempre ouço a galera reclamando da falta, ou até mesmo, de ter uma namorada. Cara, só sei dizer que em todas as áreas da vida, Deus quer realizar a sua vontade, alías Ele não nos divide por "áreas" ou departamentos. Somos integral, e assim se nos doarmos e submetermos a vontade do Pai, Ele fará!
Fabrício

Clarissa disse...

E a Clair pergunta: porque é que você não me avisou que tinha blog?
( não precisa responder)

Texto excelente!!!

Essa pergunta feita pelo Raul é o que mais tem me angustiado ultimamente. Quem tem ido nos estudos de terça, sobre a Celebração da Disciplina, tem visto esse meu questionamento.

Porque em algumas áreas da minha vida sei exata e rapidamente o que Deus quer de mim. Mas em outras fico esperando "sinais" e interpretando os que me aparecem sempre com uma pulga atrás da orelha.

Definitivamente eu assumo que muitas e muitas vezes não sei o que é melhor pra mim. Sinto-me como criança que não sabe discernir e fica esperando um olhar de aprovação ou reprovação do pai, para agir ou recuar.

E enquanto o olhar não vem, dá-lhe espera!

Jônathas Facre disse...

Ótimo texto Harry!

Sem Deus o ser-humano realmente fica sem "base" alguma!

Com Deus não há lei de Murphy!

Abraço!